China envia soldados para Hong Kong e protestos ficam mais violentos


Nas ruas desde junho deste ano, os manifestantes contrários à influência chinesa em Hong Kong vêm desenvolvendo novas e sofisticadas táticas para enfrentar a repressão policial. Desde o início da semana, as universidades locais se transformaram em verdadeiros campos de batalha, com estudantes construindo enormes barricadas e usando até mesmo catapultas contra as forças de segurança.

As manifestações se tornaram mais violentas desde segunda-feira 11, com cenas de disparos à queima-roupa e agressão contra uma mulher grávida. Nesta quinta-feira, 14, a segunda morte dos protestos foi confirmada.

Um senhor de 70 anos morreu após ser atingido na cabeça por um tijolo arremessado por um manifestante. No início de novembro, um estudante caiu depois de subir em um parapeito para escapar do gás lacrimogêneo lançado pela polícia nas manifestações e também faleceu.

Embora as oito universidades subsidiadas pelo governo de Hong Kong – como suas contrapartes em todo o mundo – tenham uma longa história de ativismo político, o protestos que sacodem Hong Kong nos últimos cinco meses trouxeram batalhas sem precedentes para os campi, que ficaram bloqueados por longos períodos nos últimos dias.

Na Universidade de Hong Kong, imagens feitas a partir de um drone mostram uma grande batalha entre manifestantes e forças de segurança — com direito a parede de escudos e coquetéis molotov. Apenas uma ponte dividia os manifestantes da polícia, mas o caminho estava envolto em chamas.


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